quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Relâmpago



Ela subia calada
A rua estava vazia e escura
Ela subia apressada
A rua era molhada pelo sereno
Ela subia descalça, despenteada
Ventava!
Um carro surgia ao longe, rápido!
Ela subia olhando-o tensa
O carro a cerca
Ela para
A bolsa cai
E grita e cala
E o carro vai.
E fica a bolsa, a rua e a chuva
E ele segue na rotina da injustiça
Procurando a morte,
Ignorando a vida,
E causando dor.
Restando a escuridão.
E o amor surge e some
Como aquele clarão em noites de chuva
E vai, e fica, e não retorna...
A intensidade do sereno aumenta
O carro volta.
Mas a rua ainda estava vazia
Sem vítimas, sem vida...
E o carro vai, sem amor
Ele sabe que existe amor?
Por: Wesley Carlos

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