quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O Amor Inalterável

Estive reunido em um almoço em família e pude perceber que pais fornecem mais amor aos filhos depois que os mesmos saem de casa para edificar sua própria família. Percebi também, que assim como os filhos crescem, amor de pai e de mãe por eles passa a se multiplicar. Foi então que me fiz uma pergunta: “Amor de filho aumenta ou é dividido ao formar sua família?”
Por instantes buscava compreender a cerca do amor fraternal e não conseguia encontrar respostas para aquela minha pergunta e comecei a me preocupar. Se eu não sabia responder bastava eu observar como os filhos ali presente estavam se comunicando com seus pais e como os mesmo se comunicavam com seu par e assim concluir uma resposta.
                Após alguns instantes de observação percebi que o amor dos pais pelos filhos passam a ter o mesmo grau pelos netos e pelas noras ou genros. Mas o amor dos filhos encontrava-se um pouco inferior ao que lhes eram oferecidos. Foi então que uma nova pergunta foi me dada ao pensamento: “O amor fraternal pode ser substituído?”
                Para essa pergunta não demorei muito para encontrar a resposta e com ela foi mais fácil perceber a diferença entre o amor-paixão e o amor-fraternal, que na verdade, acaba se igualando onde um acaba gerando o outro. Para se ter o amor-fraternal é necessário ter família e para construirmos uma família é necessário o amor-paixão que estará unindo duas pessoas em um enlace matrimonial. 
                A grande variedade de amor é que diferem a forma de observamos as diferentes formas de se relacionar com outros humanos. O amor de filhos pelos pais de forma alguma seria inferior ao amor pela (o) esposa (o), mas sim, ambos possuem o mesmo “grau”, porém em formas diferentes de amar. Essa variedade é o que propõem a igualdade entre as diferentes formas de amar e/ou ser amado.
                Enquanto eu tentava estudar sobre o amor comecei a me preocupar e tentar desvendar qual sentimento seria maior: a alegria de ganhar um filho, ou a alegria de ter vindo ao mundo? A dor de perder um filho, ou a dor de perder uma mãe? O amor fornecido ao filho, ou o amor fornecido aos pais?
                Todos ainda almoçavam e sorriam. E eu de longe observava a todos preso ao meu pensamento.
 Tentar compreender o amor não estava sendo tão fácil, mas um pequeno gesto na mesa me chamou a atenção: o pai abraçou o filho e lhe deu os parabéns por seu aniversário, um simples gesto, mas que recebido por um pai ou por uma mãe anualmente é ter certeza da vida e assim ter um motivo a mais para querer viver. Após esse gesto, outro me chama a atenção, sua esposa se aproxima trazendo um embrulho, o beija e de uma forma mais romântica e carinhosa deseja também felicidades naquela data especial. O abraçando de maneira extravagante e desajeitada surge por trás dele, ainda com o uniforme de serviço, um amigo apenas segurando sua mão e dizendo de uma forma popular com “camaradagem” um feliz aniversário. Antes de tomar minhas decisões e colocar, enfim, fim nas minhas perguntas um pequenino sai por baixo da mesa e puxando a perna do pai, querendo colo, deseja também seus votos ao pai e todos juntos começam a cantarolar a música festiva de parabéns.
Aqueles gestos me deram a respostas e informações a mais sobre o amor e sua variedade, sobre a vida e seu ciclo, sobre a família e as formas de se relacionarem.
O amor possuí toda esta variedade para ser nos fornecido por diferentes pessoas e assim ser formado o ciclo da vida. Não existiriam pais se não houvesse o amor-fraternal, não existiria esposa (o) se não houvesse o amor-paixão e não existiriam os amigos se não houvesse o amor-amigável... E assim segue todo um ciclo formando famílias e vida em diferentes lugares do mundo.
A descoberta dessa variedade me fez responder que o amor do filho pelo pai não é divido na construção de sua família, apenas é revelado outra forma de amar e fez-me responder também que nem a morte pode substituir o amor-fraternal, este pode ser somente acobertado em momentos de ira, mas descoberto depois simplesmente por ser um instinto humano.
Cada “pedacinho” de amor acaba reunindo todas as formas diferentes de carinho e atenção que em nosso dia-a-dia sentimos a necessidade de receber para viver bem. Enquanto me preocupava em intensidade de amor esquecia-me do seu valor dado a diferentes pessoas, esquecia-me do cultivo da felicidade por meio desta variedade e esquecia-me, também, da vida que abundantemente busca companhia por meio de diferentes formas de receber e oferecer afeto.
Apesar de todo seu tamanho o amor ainda é pequeno para quem sabe verdadeiramente amar.
Por: Wesley Carlos

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