domingo, 8 de maio de 2011

Acessibilidade e a Renúncia Social

Era um sábado lindo: o sol logo pela manhã estava radiante, mas não reprimia a brisa fria e serena que vinha da direção do mar. Era cedo, estava indo ao curso de informática e logo toda essa beleza matutina foi se dissipando: o canto dos passáros era substituido pelas buzinas e ronco dos motores dos carros, a luz do sol pela sombra dos toldos das lojas e a natureza deixa de ser observada pelas pessoas com os olhos vidrados nas vitrines.
          Espero o transporte coletivo chegar e já me deparo com o caos da super lotação, do mal humor das pessoas e com a ausência do espírito social. Era um ônibus especial com elevadores para cadeirantes, mas que estava totalmente cheio e apertado.
           Enquanto o motorista guiava o ônibus fui analisando as conversas ali dentro, uns inconformados outros nem tanto, até me deparar de frente com o preconceito e com a mente anti-social da população.
      O ônibus para. O motorista pede licença aos passageiros que ocupavam o local reservados aos cadeirantes para desocupa-lo: um cadeirante lá fora aguardava sua entrava. Logo ouvi os primeiros comentários enquanto uma moça pisava em meu pé com o salto fino da sandália:
         - Nossa, motorista! O ônibus está cheio. Manda ele ir no próximo! – disse uma senhora sentada no assento preferencial segurando uma revista de fofoca.
          Ela iria gostar de esperar o próximo? Como qualquer outra pessoa ele também possuí um horário a cumprir, será que ela não consegue perceber isso?
           - Ah, motorista – dizia outra – não vou sair daqui não. Essa cadeira ocupa muito espaço.
       Então porque ela não se retira do local reservado a ele? Porque ela não ocupa o cérebro com a acessibilidade? Será que é tão dificil viver em uma sociedade, mas ser social? Será possível respeitar as diferenças? Reconhecer as dificuldades de outrem?
          Queremos tanto nosso próprio bem, mas e os outros? É o egoísmo que move o mundo? Porque existe o preconceito? Porque não reconhecemos nossos erros? Porque apontamos e julgamos, mas não aceitamos ser reprimidos?
          Existe o mundo que dividimos com outros, sempre haverá conflito se não soubermos ser sociais e ter sociedade. Nenhuma sociedade é social o bastante para julgar outra. O que precisamos é repensar nossas atitudes, parar com certos atos e analisar as dificuldades que os outros possuem naquilo que você faz tranquilamente. Todos nós somos humanos: sofremos, nos entristecemos, sorrimos, nos divertimos, enfim... Somo iguais!
         A arrogância é o que nos faz diferentes. Nunca existirá paz ou uma felicidade por completo do mundo, pois sempre terá uma pessoa ignorada, mal tratada ou  "evitada" devido a suas diferenças.
       Se todos se colocassem no lugar de um cadeirante e reconhecem-se suas dificuldades iríamos nos deparar com muitas lágrimas e com o nosso arrependimento. Não basta ter acessibilidade se as pessoas não respeitam as diferenças, nem preservem essa necessidade.
         Se posso mudar, se posso ser diferente, se posso fazer o bem. Porque não mudar? Porque ser igual? Porque fazer o mal? Pense bem! 
Por: Wesley Carlos               

5 comentários:

  1. Olá querido Weslei vai começar o 4º Pena de Ouro o convite se encontra na minha Ilha acima das postagens.. dias atrás tu me mandou um escrito teu para participar do evento, querias que fosse no ostra (dei uma reformulada nele) e visse se queria manter aquele escrito que me enviastes ou vai mandar outra poesia, olha a confirmação tem que ser até amanhã ás 22hs ok? beijos no coração... e teu blog continua show como sempre!

    ResponderExcluir
  2. toc toc alguem em casa? :-) ei amigo tu já está na 1ª fase do pena de ouro, que vai até o dia 19, chama os amigos e vamos poetizar :-) Não vejo aqui teu selo participação no evento, nem o presente de participante :-( beijusssssss

    ResponderExcluir
  3. Vim fazer uma visita...
    Antes de ter certas atitudes devemos nos colocar no lugar da pessoa e sentir como ficaríamos em certas situaçôes...mas muitas vezes agimos de maneira egoista ....infelismente....ainda há muita gente assim....
    Texto que mostra a realidade....
    Linda trde de terça feira
    http://mariaselmadr.blogspot.com

    ResponderExcluir
  4. Oi Wesley! Li os seus textos e gostei muito. Tens toda razão: do que adianta ter acessibilidade se as pessoas não respeitam as difereças, se todos estão preocupados consigo mesmo, com seus problemas, seu egoismo e não se dão conta de que um dia poderão passar pelas mesmas necessidades. O mesmo acontece com os idosos, embora tenham adquirido seus direitos e garantidos através do estatuto do indoso, poucos são os que respeitam esses direitos.Li seu texto também no Pena de Ouro, você escreve muito bem. Parabéns.
    Passa lá no meu cantinho, serás bem-vindo. Eu também estarei participando da 2ªfase lá no Ostra da poesia.
    Tenha um lindo final de semana.
    Beijos
    Zelia

    ResponderExcluir
  5. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir

Gostaria de agradecer, por você ler e comentar nos artigos postado neste blog, pois escrevo com amor e fico feliz quando vejo um pedaço da Essência de vocês aqui em baixo. Quando você comenta me dá a direção a qual devo tomar, o que tenho que escrever e/ou esclarecer.
A Essência agora está em você: Comente!!
Obrigado.