É um prazer imenso ter vocês aqui... Infelizmente, não tenho dado ao blog a atenção que ele merece, devido a correria do dia a dia. No entanto, o "Essência da Palavra" continua ativo, apesar da frequência reduzida de publicações. O carinho de vocês pelo espaço tem grande importância a mim. Obrigado!


Wesley Carlos, 17/09/2017.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Resíduos de um sentimento



Sabe aquele sentimento que nasce, cresce e ao invés de sumir da mesma forma que chegou vai invadindo cada vez mais, tomando conta de cada pedacinho do nosso coração e trazendo para dentro dele pessoas que se tornam tão especiais e que passamos a amar de uma forma tão profunda que chega a ser inexplicável: este é o verdadeiro amor! Aquele amor que consome, que une, que traz magoa, que perdoa, que sabe valorizar e que luta e mesmo não sendo correspondido continua a tentar, a insistir.
O amor deixa esperança e por mais longe que esta esteja para ser alcançada nos anima a querer continuar com um sentimento que na verdade causa um bem enorme por simplesmente viver dentro de nós.
Passamos a olhar para aquela pessoa com outros olhos, passamos a conhecer seu interior e nesta viajem é impossível não conhecer algo além do que pensava, algo por vezes mais belo, mais apaixonante.
Sorrimos, mesmo estando triste! Olhamos com mais intensidade, o coração começa a vibrar, um frio corre pelo corpo causando um arrepio: neste momento passamos a amar e este novo amor se soma ao primeiro e a equação dá no resultado improvável e que por vezes leva ao sofrimento.
Amedrontamos-nos em como agir, e ficamos parados. O amor é tanto que vai comandando cada órgão do seu corpo dando uma timidez que nem si próprio sabia que possui... Gaguejamos, choramos escondidos, ficamos frágeis.
Depois de encontrar a metade das nossas falhas, a metade de nossas imperfeições, e por assim ser, tornam-me perfeito a mim mesmo acaba fazendo ter saudade do que ainda não conheço. Sentimo-nos incompletos, passamos a necessitar daquele amor, daquele carinho, daquele dialogo... Somente daquele.
Por mais que várias pessoas estejam ao nosso redor, é como se estivemos vagos... É como se nosso interior estivesse no interior da outra metade e corremos... Corremos de nós mesmo! Corremos com medo de errar, com medo de tentar, com medo do consumismo do olhar, com medo de respirar, de cumprimentar, de olhar e sorrir, de olhar e não sorrir, de olhar e desviar o olhar, de olhar e ficar encarando! Temos duvidas, será real? Vale à pena? Será que ela sente o mesmo? Será? Será? E ficamos imóveis, ficamos totalmente imóveis na luta por aquele amor tão grande, tão forte...
O resultado daquela soma vai dobrando seu valor, e cada vez com mais medo, mais cresce este sentimento. E depois da decepção de uma declaração queremos chamar a atenção. Provocar o improvocável... Queremos fazer nascer o que ainda não há como surgir. E nos esquecemos... Esquecemos-nos e vivemos para este amor, nos esquecemos e fazemos tudo para este amor. Sofremos ao ver-la feliz, e ao vê-la seu sofrimento logo acaba.
São incertezas, são contradições. Ali realmente havia amor... O amor real, o amor digno, o amor amigo, o amor apaixonante, o amor do bem, o amor que destrói o mal, o amor que por ser tão grande, tão complexo, logo se torna o mais imperfeito.
A seta vem, acerta um único coração. Logo surgem as trocas de olhares, mas somente um estava enfeitiçado... Somente um passa a ver o outro de outra forma, passa a amar, passa a querer, passa a ajudar mais, se aproxima o máximo que pode, faz o possível do impossível para realizar minutos, segundos talvez, de um sorriso. De um sorriso sincero, de um olhar mais avaliador, minutos de um coração aberto...
Mas a vida é assim, vamos amando, vamos alimentando um sentimento e lá na frente, quase no fim, no nosso fim, no fim do sentimento as coisas começam a mudar, sorrimos: valeu à pena esperar! Mas não... Nem sempre é assim, e por não ser assim, e por sabermos que é assim, começamos a querer esquecer este sentimento, saímos, e em outros lábios tentamos esconder o que na verdade estes desejam, e com outro olhar tentamos esconder o que por dentro é irreconhecível e ocuposo, tentar convencer-se que era bobagem, que nada daquilo existe em si... Perca de tempo! A saudade cresce mais, o desespero aumenta mais, e vai aumentando um abismo que para ser ultrapassado leva horas, dias, anos. E neste tempo, o amor, aquele amo triplica, quadriplica, vai se desenvolvendo, passa a caminhar dentro do sangue passamos a respirá-lo, e sentimos... Sentimos o que tanto necessita ser compartilhado. Sentimos o que tanto queríamos que o outro sentisse... E é justamente o que outro diz que não pode sentir, não vai sentir, não quer sentir ou se engana que não sente.
Ei, tente mais uma vez! A vida vai continuar daqui a dois minutos, quem sabe estes são os seus dois últimos. Se levar um não mais uma vez, este mesmo amor te levanta, te constrói, dar-te-á forças para tentar mais uma vez.
Se ama, pare de correr atrás do erros! Se preserve, pare! Respire, aguarde, aguarde, aguarde... Ainda há tempo, ei, sempre a tempo, ou desacredita do tempo? Desacredita de você? Eu amo! E todo este amor que eu descrevi é o que me leva a pensar tanto em você, a querer tanto você... E quando penso, lágrimas caem do meu rosto por não te ter para esquentar meus dias frios, para alegrar minhas manhas tristes, para completar minha noite vazia. Para me completar! Para viver comigo todo este amor...
Por: Wesley Carlos

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

No Ontem...




Eu devia ter tentado mais
Ter corrido um pouco atrás
Ter analisado antes de agir

Eu devia ter me esforçado exaustivamente
Ter semeado e cuidado para colher
Ter-me doado por inteiro

Eu devia ter juntado cada grão que caiu
Ter ajudado que precisou
Ter me julgado antes de julgar

Eu devia ter evitado o erro
Ter aceitado a correção
Ter corrigido quem errou

Eu devia ter feito a diferença
Ter olhado onde pisar
Ter erguido quem caiu

Eu devia ter estado mais presente
Ter no passado meu presente
Ter no futuro meu melhor

Eu devia, sei que devia, mas não fiz
E hoje, sei que é tarde para se lamentar!

Eu devia, e podia e não quis
E hoje, sei que não há porque chorar!

Eu devia, e por instantes ignorei
E hoje, sei que meu melhor oferecerei!

Desculpe pelo que deixei de fazer
Desculpe pelo que errado fiz
Me aceita?! Eis meu novo ser...

Por: Wesley Carlos



Pode parecer que vos abandonei, mas estava bastante atarefado com os trabalhos do colegial... Quando eu abandonar este espaço deixarei claro em postagem e com justificação. No mais, revigoro meu muito obrigado!!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O Pacto da Decadência

Sabe aquela “massinha cinzenta” que carregamos de um lado para o outro na cabeça? É uma pena dizer que ultimamente ela sirva somente como carga ou de equilíbrio para manter seu corpo sobre os pés. Esta mesma “massinha” que corresponde a 93% da sua cabeça e é responsável por todas as relações internas e externas do corpo humano estão fechando seus portos. Na verdade, esta crise interna já iniciou há muito tempo, e parece que o pacto colonial renasceu com o comércio exclusivo com sua metrópole: o egoísmo.
Este órgão é o que nos permite o pensamento. Mas atualmente o permitir e o conseguir estão separados por um abismo tão profundo que ao cairmos nós mesmo nos perderemos na escuridão. Uma escuridão que existe por não sabermos conciliar o ato de refletir com a ação que deverá vir depois, e o que ocorre é o inverso, passamos a pensar no que foi feito quando percebemos suas consequências. Consequências tão espessas que, por assim serem, se tornaram algo comum como se fosse sensato ou necessário existirem.
                Porque o espírito revolucionário não nasce dentro de nós em um momento como este para tal pacto ser desfeito? Ah! Porque estamos tão apegados ao egoísmo que o mesmo parece abstrair o conceito de um mundo melhor. Acostumamos-nos e acomodamos enquanto grande parte da população se mantém afastada de toda a sociedade, tanto financeiramente quanto até mesmo socialmente, deixando claro que a moeda que liga este pacto é o preconceito.
                O ato de pensar que se encontra em uma negociação surpreendente através do preconceito com o egoísmo, não analisa a importância de cada um na sociedade. Todos nós dependemos um dos outros para estarmos vivos, mesmo que seja indiretamente. O entrosamento entre as pessoas é o que deu origem a necessidade de existir uma sociedade que aos poucos vai sendo destruída por um comércio que nada racional ainda explora os recursos pessoais interior: o amor.
                Sem amor, o ser humano vai seguindo nesta relação que atualmente conhecemos por guerras, conflitos, fome, miséria, destruição, degradação, vandalismo, desigualdade, racismo, luxúria, inveja, corrupção e essas relações vão seguindo, sendo transportada pelos navios da despreocupação no imenso mar da sociedade.
                O preocupante de todo este assunto que é tratado com tanta desimportânia é que a “massinha cinzenta” parece estar extinta de nós. O egoísmo é tanto que ele mesmo vai corroendo este órgão, que nos levaria a reflexão, de que o fim de tal pacto é essencial para existir qualidade de vida.
A preocupação é, na verdade, com capital e o ‘social’ sempre sai como o submisso ou dependente do anterior, e seu “bem-estar” fica sujeito a valores tão baixos, que seria milagre ele conseguir suprimir todas essas necessidades tão claras em nosso dia-a-dia e por serem tão claras tornam-se praticamente ocultas de nossos olhos.
Infelizmente é assim e será por muitos anos, se é que um dia terminem...
Vamos todos dar as mãos e pular deste navio? E quando chegarmos neste mar tão violento, ainda de mãos dadas, nadaremos juntos? E juntos vamos protestar contra este pacto? E no fim deste pacto, vamos voltar a refletir? Refletindo perceberemos que ter o preconceito como moeda não é favorável, e converteremos estes valores? Esta conversão mudaria toda a política econômica do país? E o que esta mudança causaria em mim, em você, nos outros?
O pacto está a cada ano aumentando a incidência de seu real objetivo. Os dias estão sendo tão decadentes que parece aos poucos consumirem nossos sonhos, nossos desejos e o possível “mundo melhor”.  Porque fechar os olhos e ignorar?
Em um futuro próximo, este mesmo pacto será o responsável para a nossa destruição: a destruição do nosso espírito social. E este futuro pode ser daqui a dois minutos, no próximo mês ou ainda no outro ano. Abrir os olhos agora já seria o primeiro passo para impedir o dia que esta destruição consumirá os próximos de toda a humanidade.
Esta na hora de olharmos no espelho, sem vedar os olhos, e reconhecer nossos próprios erros antes de condenarmos todo o resto da sociedade.

Por: Wesley Carlos