É um prazer imenso ter vocês aqui... Infelizmente, não tenho dado ao blog a atenção que ele merece, devido a correria do dia a dia. No entanto, o "Essência da Palavra" continua ativo, apesar da frequência reduzida de publicações. O carinho de vocês pelo espaço tem grande importância a mim. Obrigado!


Wesley Carlos, 17/09/2017.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Igualdade da Sociedade Desigual

         
         Ao vivermos em sociedade acabamos por julgar os benefícios de alguns e as “necessidades” da maioria. Viver em sociedade é buscar a igualdade constantemente.
            A política em nosso país é um verdadeiro caos de desvalorização dos brasileiros. Enquanto esses desentendidos de igualdade criam leis, nós nos submetemos a elas para não sermos punidos. E sempre com o desejo de ganhar votos para estes submissos bancarem seu extenso salário.
            A cada dia o rico torna-se mais rico, os poderosos ganham mais poder, e a partir disso, a miséria aumenta com o pobre cada vez mais pobre.
            Eis o grande erro da sociedade: a desigualdade.
            De que importa ter poder, se no mesmo não vemos a justiça? As desigualdades se originam desde o governo até atingir toda a sociedade.
            O erro resulta de um “olhar” fechado para si: egoísmo. Fazendo das pequenas diferenças um enorme distanciamento. O erro é pensar que somente uns necessitam de bens, a igualdade torna-se uma busca para todos os homens viverem bem, e principalmente, iguais.
            Criticar os erros dos homens é tentar o fazer refletir sobre suas atitudes, e assim, o transformar no correto. Não consertar os erros são atitudes pouco racionais, outro erro, é manter certas atitudes que podem levar todos a um inaudito fracasso.
            O erro grave da maioria dos homens é realizar suas atitudes malévolas que podem causar danos, ou até mesmo a morte, sem pensar como ele reageria se aquilo que ele iria praticar acontecesse com ele.
            A lei em si não é perfeita, e as existentes nem sempre é a melhor opção. Os que cometem graves erros precisam, acima de tudo, compreender o que é sociedade, como viver nela e entender a partir dela sua forma de viver e de se relacionar com outras pessoas. A lei é falha nisso, mas ainda há tempo de conserto.
            Restam aos loucos viverem apenas a margem de uma sociedade. Os loucos são os que erram por serem imaturos demais e nesta sociedade estes são excluídos.
            A igualdade de uma sociedade tão desigual está no não pensar antes de agir, isso em todas as idades classes sócias e sexos.
            Se refletíssemos mais, haveria menos mortes, menos guerras, menos destruições, menos fracassos, menos dor e com certeza mais sociedade, pois o que torna a sociedade tão desigual é a falta de amor. 
Por: Wesley Carlos

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Momento de Reflexão

Esses dias estive observando as formigas. Derrepente por debaixo da mesa tinha um anel de lata de refrigerante melado por minúsculas moléculas do liquido gasoso, e uma formiga prendia suas presas nele e tentava de todas as formas arrasta-lo e carrega-lo para algum outro local. 
Rapidamente uma outra formiga que passava pelo local se ajuntou a primeira e juntas iam tentando levar o anel que não saía do lugar, vieram mais duas formigas e de formiga em formiga que chegava percebi que por volta da extremidade do corpo do anel estava rodeado por muitas formigas reunidas com um só objetivo: a locomoção do pequeno anel. Agora sim elas o movimentaram e em segundos atravessaram a mesa e a cadeira, a sua volta, e meus olhos a acompanhavam sempre.
Chegando à entrada do formigueiro outras vieram ao encontro para ver o que estava sendo levado e ajudar a entrada do anel pelo minúsculo buraco do formigueiro. Após alguns minutos de terem conseguido, formaram fila e novamente saiam juntas, ao encontro de outro alimento.
Realmente a união faz a força...
Visando por outro lado, com um olhar mais crítico comecei a analisar. Algo que para nós seria tão simples foi necessário várias formigas. Analisando mais profundamente é fácil perceber que se não ocorresse união aquele pequeno objeto jamais seria movido por uma única formiga que logo iria desistir.
Assim somos nós. Deveríamos aprender com as formigas a sermos mais unidos. Quantas vezes desistimos de sonhos por não ganharmos apoio dos outros? Quantas vezes desistimos de um simples objetivo que com harmonia seria fácil de ser alcançado? Quantas vezes problemas pessoais, conjugais, se tornam mais incompreensíveis e de impossíveis resoluções? Esquecendo-nos que com paciência, como aquelas formigas tiveram, rapidamente poderia ser resolvido...
Os pequenos insetos nos passam lições todos os dias que passam despercebidas em nossos olhos. Agem por instinto, mas nós somos seres racionais, sabemos pensar e necessitamos disso! Mas porque às vezes agimos sem pensar, sem analisar? Porque tomamos atitudes incorrigíveis e embaraçosas por falta de reflexão? A essas perguntas não sei a resposta, talvez ajam desta forma por simplesmente não sermos formigas.
O que é uma formiga perto de você? Em tamanho, simplesmente nada!Mas o que é o caráter de uma formiga perto do seu? O que é a sociedade de uma formiga perto da sua?
            As respostas a essas perguntas surgem de dentro de nós quando tiramos um momento para reflexão. A insipiência do homem o impede de agir, ser e sentir como uma simples formiga, que agem com solidariedade enquanto nós com egoísmo.
Por: Wesley Carlos

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O Amor Inalterável

Estive reunido em um almoço em família e pude perceber que pais fornecem mais amor aos filhos depois que os mesmos saem de casa para edificar sua própria família. Percebi também, que assim como os filhos crescem, amor de pai e de mãe por eles passa a se multiplicar. Foi então que me fiz uma pergunta: “Amor de filho aumenta ou é dividido ao formar sua família?”
Por instantes buscava compreender a cerca do amor fraternal e não conseguia encontrar respostas para aquela minha pergunta e comecei a me preocupar. Se eu não sabia responder bastava eu observar como os filhos ali presente estavam se comunicando com seus pais e como os mesmo se comunicavam com seu par e assim concluir uma resposta.
                Após alguns instantes de observação percebi que o amor dos pais pelos filhos passam a ter o mesmo grau pelos netos e pelas noras ou genros. Mas o amor dos filhos encontrava-se um pouco inferior ao que lhes eram oferecidos. Foi então que uma nova pergunta foi me dada ao pensamento: “O amor fraternal pode ser substituído?”
                Para essa pergunta não demorei muito para encontrar a resposta e com ela foi mais fácil perceber a diferença entre o amor-paixão e o amor-fraternal, que na verdade, acaba se igualando onde um acaba gerando o outro. Para se ter o amor-fraternal é necessário ter família e para construirmos uma família é necessário o amor-paixão que estará unindo duas pessoas em um enlace matrimonial. 
                A grande variedade de amor é que diferem a forma de observamos as diferentes formas de se relacionar com outros humanos. O amor de filhos pelos pais de forma alguma seria inferior ao amor pela (o) esposa (o), mas sim, ambos possuem o mesmo “grau”, porém em formas diferentes de amar. Essa variedade é o que propõem a igualdade entre as diferentes formas de amar e/ou ser amado.
                Enquanto eu tentava estudar sobre o amor comecei a me preocupar e tentar desvendar qual sentimento seria maior: a alegria de ganhar um filho, ou a alegria de ter vindo ao mundo? A dor de perder um filho, ou a dor de perder uma mãe? O amor fornecido ao filho, ou o amor fornecido aos pais?
                Todos ainda almoçavam e sorriam. E eu de longe observava a todos preso ao meu pensamento.
 Tentar compreender o amor não estava sendo tão fácil, mas um pequeno gesto na mesa me chamou a atenção: o pai abraçou o filho e lhe deu os parabéns por seu aniversário, um simples gesto, mas que recebido por um pai ou por uma mãe anualmente é ter certeza da vida e assim ter um motivo a mais para querer viver. Após esse gesto, outro me chama a atenção, sua esposa se aproxima trazendo um embrulho, o beija e de uma forma mais romântica e carinhosa deseja também felicidades naquela data especial. O abraçando de maneira extravagante e desajeitada surge por trás dele, ainda com o uniforme de serviço, um amigo apenas segurando sua mão e dizendo de uma forma popular com “camaradagem” um feliz aniversário. Antes de tomar minhas decisões e colocar, enfim, fim nas minhas perguntas um pequenino sai por baixo da mesa e puxando a perna do pai, querendo colo, deseja também seus votos ao pai e todos juntos começam a cantarolar a música festiva de parabéns.
Aqueles gestos me deram a respostas e informações a mais sobre o amor e sua variedade, sobre a vida e seu ciclo, sobre a família e as formas de se relacionarem.
O amor possuí toda esta variedade para ser nos fornecido por diferentes pessoas e assim ser formado o ciclo da vida. Não existiriam pais se não houvesse o amor-fraternal, não existiria esposa (o) se não houvesse o amor-paixão e não existiriam os amigos se não houvesse o amor-amigável... E assim segue todo um ciclo formando famílias e vida em diferentes lugares do mundo.
A descoberta dessa variedade me fez responder que o amor do filho pelo pai não é divido na construção de sua família, apenas é revelado outra forma de amar e fez-me responder também que nem a morte pode substituir o amor-fraternal, este pode ser somente acobertado em momentos de ira, mas descoberto depois simplesmente por ser um instinto humano.
Cada “pedacinho” de amor acaba reunindo todas as formas diferentes de carinho e atenção que em nosso dia-a-dia sentimos a necessidade de receber para viver bem. Enquanto me preocupava em intensidade de amor esquecia-me do seu valor dado a diferentes pessoas, esquecia-me do cultivo da felicidade por meio desta variedade e esquecia-me, também, da vida que abundantemente busca companhia por meio de diferentes formas de receber e oferecer afeto.
Apesar de todo seu tamanho o amor ainda é pequeno para quem sabe verdadeiramente amar.
Por: Wesley Carlos