Perguntas

Deparei-me com algumas perguntas de alguns leitores e amigos quanto a este processo de escrita e gostaria de compartilhar com todos que visitam meu blog. Logo, estou abrindo está página para que eu possa salientar a dúvida de vocês que também pode ser de outros e, assim, aumentar nosso contato. Caso tenha alguma pergunta para fazer, basta ir à página de contato  e fazer sua pergunta! 
Fico muito feliz com a participação de todos vocês...
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- Larissa Souza (04/09/2011): Você gosta de ler? Quando começou a escrever?
- Wesley Carlos (04/09/2011): Larissa, eu amo ler. A leitura é algo que me move há muito tempo, eu costumo dizer que não há amigos como as palavras. Elas nos compreendem sempre e conversam quando o mundo parece estar mudo. Comecei a escrever há treze anos, quando iniciou um projeto em minha antiga escola denominado por Oscar Literário. Concorri com o Ensino Médio e obtive o 2º Lugar em conto. Gostei da ideia de escrever e de ser premiado e passei a escrever sempre. Obtive outras vitórias em 2008 e 2009, ano de última edição do projeto. Logo mais mudei para o Rio de Janeiro onde passei a escrever no Almanaque da Rede. Posso dizer que o Oscar Literário despertou o “escritor” adormecido em mim e o Almanaque da Rede foi o lapidando conforme solicita a língua portuguesa.

- Karina Barros (05/09/2011): De onde você retira tanto inspiração?
- Wesley Carlos (05/09/2011): A inspiração não é algo que se busque para, assim, ser abstraído. Ela simplesmente aparece como um beija-flor e vai embora rapidamente. É imprevisível sua chegada e seu tempo de espera. Em outros casos, eu aspiro teu perfume e tento o descrever com a Essência das Palavras. Eu escrevo o que eu sinto, cada texto, frase ou poema é um pedaço de mim, mesmo que seja metaforicamente. Uma pequena tristeza ou uma imensa alegria se transformam em palavras se a inspiração me visitar no momento que sinto. No meu caso, não há uma resposta mais clara ou coerente. De forma mais indutiva, a inspiração é o que provoca a escrita, se eu escrevo o que sinto, no contexto, ela já estaria em mim. Ela adormece e acorda, caminha lentamente e me alcança, me abraça e vai... Calada, contingente e, às vezes, insípida. Ela é o mistério, e eu um de seus alvos, é dialético, mas acredito ser assim.

- Gabrielle Costa (06/09/2011): De onde surgiu tanto amor às palavras?
- Wesley Carlos (06/06/2011): As palavras são apaixonantes, elas por si já solicitam o amor. Mas foi ainda na minha infância: eu precisava encontrar algo que me distraísse, que me retirasse dos problemas familiares e tornasse-me feliz. Quando eu conhecia cada personagem, seus sentimentos, suas emoções eu me transportava a aquele universo. Como se aquelas tristezas fossem a minha, como se a alegria deles fosse algo momentâneo e ou minha meta e como se os sonhos deles me mostravam o quanto era bom sonhar. Então passei a utilizar com frequência este passaporte. Eu me sentia, e me sinto, uma palavra em meio a tantas outras. Era como se eu fosse o livro e como se o livro me lia. Era fascinante! Confesso, foi amor a primeira vista (risos). Quando percebi que eu poderia criar meu próprio mundo, com palavras, e fazer meus sentimentos estarem presentes e aprisionados lá, foi neste momento que percebi que poderia fornecer mais amor a elas.

- Enviada por Amanda Salles via E-mail (06/09/2011): Amei este espaço para perguntas! Dizer que você ama escrever é fato e ler é evidente, mas em meu ponto de vista as essências de seus textos estão resumidas em uma palavra chave, a “humildade”, portanto gostaria de saber que objetivo você teve ao criar este blog e até aonde quer chegar?
- Wesley Carlos (08/09/2011): Amanda, agradeço pelo carinho, pelo contato e pelas observações feita em meus textos. Bom, iniciei este blog com três objetivos o principal deles seria o fato de saciar meu desejo de ser um “escritor” e de ter algo “publicado” de forma que outras pessoas poderiam ter acesso. Conforme eu me “amadurecia” percebia que meus textos se modificavam, e alguns elogios e críticas me impulsionaram a criar este espaço. Logo no inicio, quase deixei tudo de lado. Eu passava a ver este sonho como algo longe demais da realização, mas sempre surgia nessas horas um comentário que me incentiva a continuar, a me aperfeiçoar e preservar meu estilo de escrita. Estes comentários eram os que precisava para eu perceber que este sonho que alimentava em mim não devia ser morto por escassez de alimento (risos).  Quero chegar onde Deus me permitir, isto basta para mim! Não sei onde as letras vão me levar, estou bem desconfiado que isso não para mais... Faço planos, e luto muito por eles conforme eu posso. Mas alguns deles são grandes demais para serem sonhados, porém mesmo assim vale à tentativa. Uma das minhas “linhas de chegada”, não seria na verdade ter um livro publicado ou uma coluna em um jornal, tudo bem que isto seria fantástico... Mas o que mais me atingiria, e que eu gostaria muito que atingisse, é que meus textos, minhas experiências de alguma forma ajudasse outros. Que estas simples palavras criassem esperanças em outros, que os fizesse continuar, a mudar, a refletir um pouco mais. Que algumas dessas ideias pudessem ser acarretadas por aqueles que necessitem viver. Mas me refiro a aquele viver de bem estar consigo mesmo e com os outros. Irei doar o máximo de mim para que isto, um dia, aconteça... Acho que este seria o maior mérito de um escritor. E escritor é ainda o que eu quero ser! Saber que um dia, em algum lugar do mundo, minhas palavras teria ajudado alguém, me fascinaria. 

 Enviada por Soraia Marques via E-mail (11/12/2011): Você uma vez comentou algo que me tirou alguns minutos de atenção, disse que algumas coisas que você escreve não é exatamente o que você ta vivendo ou sentindo. Tenho por mim que seja experiências que são colhidas da vida de outras pessoas e pondas em palavras contidas em seus versos, poemas e textos. As vezes eu escrevo sobre mim, mas as vezes escrevo sobre os sentimentos das pessoas. Acredito que seja assim com você também. Pois então você tirou esse assunto que não é condizente com o seu de onde? Da vida dos seus amigos, parentes, televisão, estórias criadas por você, sonhos, de que maneira chegou a se concluir uma obra não sobre você, mas sim de algo que você viu, ou ouviu, ou até mesmo presenciou?
- Wesley Carlos (11/12/2011): Soraia, você entenderá rapidamente o que vou tentar tornar explícito por que você também escreve... Bem, algumas vezes os nossos sentimentos se tornam espessos demais e falta-nos forças para carregá-los sozinhos, para os "manter de pé" ou lançá-los fora por completo. Muita vezes queremos nos livrar ou evidenciar algo e por isto recorremos a poesia, a prosa, aos contos, fábulas, enfim... Nos recorremos a literatura! Porque?! Bom, quando estou passado por algum momento ruim e escrevo este momento é como se compartilhássemos esta "dor" aos personagens e o final que damos a ele no contexto da história torna-se, no entanto, a forma que "sonhamos" que a nossa própria história, ou o "tal" momento, terminasse. Escrever não é somente recolher algo que acontece em nosso cotiano, eu costumo dizer que escrever é um "criar"... Eu crio um mundo, crio seus habitantes, e quando este nosso mundo está sobrecarregado demais me desloco para aquele outro: o imaginário, o sentimentalista, aquela que na verdade expressa o que sinto. O mais magnífico ao escrever é que podemos misturar, misturar fatos com histórias, sonhos com derrotas, tristezas com outras tristezas... Há textos que são totalmente meu sentimento, escrevo exatamente o que estou passando e outrora o que sonho passar. Uma amiga já me disse, certa vez, que eu me transcrevo em minha literatura, concordo com ela. Quando eu vejo eu já escrevi o que sinto e o que sou... Mas este escrever nem sempre sou eu por completo. As vezes é meu sentimento, misturado ao imaginário. Podemos inventar e você sabe disto. Poemas e Poesias trata-se de nós, isto é inevitável negar... Prosas e Contos, não! Neste podemos mostrar algo diferente, podemos inventar... A estrutura dos textos que mencionei nos leva a mostrar algo com mais exatidão em um que em outro... É como se a poesia aceitasse quem sou, e o conto aceitasse meu sonho, meu imaginário. Entende?  Gosto de escrever, e este gostar me permite esta variação. Se reparar no meu blog além de poemas encontra também contos, fábulas, dissertações... A maioria destes textos são a transcrição de meu sentimentos quando o toque da inspiração surge, outros porém é imaginação... É difícil de explicar a relação com as palavras. Elas surgem, deixam sua marca, eu a mostro a vocês... Sabe? É incrível! É apaixonante! (risos). Esta variedade é o que me faz discordar que nem tudo que escrevo é o que sinto naquele momento. Pode algo que já senti, algo que virá a sentir, algo que vi alguém sentir ou até mesmo a inspiração com essa mania de brincar com minha imaginação e criar... Criar textos que por vezes falam para mim o que eu queria que alguém dissesse.