quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Impotente Sentimento

Corri atrás de você...
E perto, longe ainda estava!
Vivi querendo você...
E tendo, querendo ainda estava!

Amei por anos você...
E amor, ainda não era estável!
Sofri tanto por você...
E sofrer, ainda não era venerável!

Corri para o que não existia;
E vivi sentindo o que não podia;
Amei o que jamais me pertenceria;
E sofrir, por não ter nada que eu queria.

Era tanto amor, tanto amor...
Que aquele amor me reformulou,
Hoje amo minha própria vida
E, vida, volte por favor?!
Por: Wesley Carlos

domingo, 8 de janeiro de 2012

Ter Você

Não sei o que faz comigo
Nem sei o que fiz contigo
Sei que hoje já não vivo
Sem ver este teu sorriso tão lindo
...
Não sei o que fazemos um com o outro
Nem sei se algo aqui foi feito
Sei que hoje já não vivo
Sem receber o sabor do seu beijo
...
Não sei o que será daqui para frente
Nem sei se à frente algo nos espera
Sei que hoje já não vivo
Sem teu abraço tão quente
...
Não sei se amor já existe
Nem sei se tempo daremos para ele existir
Sei que hoje não vivo
Sem ti, sem ti...
Por: Wesley Carlos

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Noite de Sonhos: Resignação

Um lençol escuro cobria o céu de sonhos... Não havia nenhum brilho que pudesse ser comparado à lua ou as estrelas para assim ser chamado de belo, a única coisa que brilhava eram algumas lágrimas que desciam pela nascente de dor que meus olhos observavam. Aquelas mãos se mantinham cruzadas, os outros olhos não me percebiam ali, eram sorrisos, trocas de carinhos e cada vez mais a vida lançava outra camada de forma a cobrir todos os sonhos e gerar seu esquecimento.
                Caminhei na direção contrária, sentei na calçada com as mãos na cabeça e escondendo de mim mesmo minhas próprias lágrimas, eu olhava para aquela fonte que nunca secara. Já não via a infinidade de sonhos, mas ainda sabia de sua existência.
                Por anos sonhei com um amor que na verdade nunca existiu, ou não deveria ter existido... Aquele amor que há tempos desfalecera fizera parte de mim por muitos anos: completava-me mesmo estando eu incompleto. Saciava-me mesmo nada dele consumindo. Fazia-me sonhar, quando sonhos ainda não existiam.
                Aquele sentimento perfeito, fora na verdade o mais imperfeito. Que exigiu que eu fosse mais racional que sentimental... Sim, às vezes é necessário ser sábio e escolher entre um sentimento ou sua própria felicidade.
                Eu sabia que Clara e Diogo estavam juntos, não sabia, porém que não haveria mais a amizade entre eu Clara e Diogo. Olho para eles e vejo uma junção de sonhos, e um desfalecer feliz de uma infelicidade, da minha infelicidade. Estavam felizes e naquele instante eu percebi que aquele sentimento jamais poderia ser responsável por minha alegria. Jamais poderia fazer parte da minha história...
                Por anos alimentei o imaginário, por anos corri atrás do que se mantinha parado. O amor estável, o amor perturbador, o amor egoísta, o amor que nada além de amor ainda não existia. Eu amava no instante que não sabia amar, que não sabia me diferenciar, me decifrar. Eu amava Clara, mas não percebia no amor que deveria nascer em mim por mim.
Agora sim, vendo as trocas de carinho, vendo que ambos estavam ali felizes percebi que o amor que eu senti, o amor que eu guardei, todo aquele sentimento não existiu. Era somente um sonho! Algo que sonhava ter, sonhava almejar, sonhava um dia receber... Era sonho! E meu céu acabava de ser coberto, eu perdia sua visão, eu perdia aquele raciocinar e com isto o seu sentir.
Levantei-me da calçada, enxuguei as poucas lágrimas que restavam e peguei meu casaco que caíra ao chão. Fui caminhando lentamente, finas gotas de chuva caíam sobre mim, finas gotas de sonhos se desprendiam do céu e caíam sobre a cidade, finas gotas frias e quentes, gotas secas e molhadas, gotas inexistentes e deterioradas... Pedaços do que eu sonhei, pedaços do que eu senti, parte da tristeza que por anos me prendia.
Diogo e Clara sorriam! Brincavam na chuva... Cantarolavam!
Diogo e Clara se alegravam! Corriam na chuva... Comemoravam!
Diogo e Clara se olhavam!
Diogo e Clara se aproximavam!
E os lábios, os lábios que deveriam ser meus lábios, nos dele se encontravam.
E as finas gotas, em grossas se transformavam... E a enxurrada me levava, me desaparecia e eu já não me encontrava mais. Não sei para onde fui, o que me tornei e se vivi sem ela... Sei que aquele amor morreu no instante que vi a junção do amor de Clara por Diogo. Era confuso sentir o insensível e viver, então, acabei desistindo de mim.

Por: Wesley Carlos

domingo, 1 de janeiro de 2012

Súplicas

Diga-me que tudo foi um sonho e acorda-me.
Por favor! Acorda-me...
...
Diga-me que nada daquilo aconteceu e me desperte.
Sim! Desperte-me...
...
Diga-me que o sol está brilhando lá fora e puxe-me.
Por favor! Puxe-me...
...
Diga-me que já esta tarde e me arranque desta cama.
Sim! Levante-me daqui...
...
Diga-me que tem gente esperando meu sorriso.
Diga-me que tem gente esperando meu abraço.
Diga-me que quando eu levantar ainda haverá sorrisos e abraços.
...
Diga-me, vamos! Diga-me, por favor...
Diga-me que ainda posso ser feliz...
Diga-me que posso me despreocupar...
Diga-me que tudo em breve acabará...
...
Oh! Diga-me, não aguento mais esperar.
Diga-me que não há mais lágrimas para descer.
Diga-me que já amanheceu, e me desperte...
Diga-me que tudo foi um sonho e acordar-me...
...
E acorda-me...
E livra-me, Oh! Deus.
Por: Wesley Carlos