sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O Pacto da Decadência

Sabe aquela “massinha cinzenta” que carregamos de um lado para o outro na cabeça? É uma pena dizer que ultimamente ela sirva somente como carga ou de equilíbrio para manter seu corpo sobre os pés. Esta mesma “massinha” que corresponde a 93% da sua cabeça e é responsável por todas as relações internas e externas do corpo humano estão fechando seus portos. Na verdade, esta crise interna já iniciou há muito tempo, e parece que o pacto colonial renasceu com o comércio exclusivo com sua metrópole: o egoísmo.
Este órgão é o que nos permite o pensamento. Mas atualmente o permitir e o conseguir estão separados por um abismo tão profundo que ao cairmos nós mesmo nos perderemos na escuridão. Uma escuridão que existe por não sabermos conciliar o ato de refletir com a ação que deverá vir depois, e o que ocorre é o inverso, passamos a pensar no que foi feito quando percebemos suas consequências. Consequências tão espessas que, por assim serem, se tornaram algo comum como se fosse sensato ou necessário existirem.
                Porque o espírito revolucionário não nasce dentro de nós em um momento como este para tal pacto ser desfeito? Ah! Porque estamos tão apegados ao egoísmo que o mesmo parece abstrair o conceito de um mundo melhor. Acostumamos-nos e acomodamos enquanto grande parte da população se mantém afastada de toda a sociedade, tanto financeiramente quanto até mesmo socialmente, deixando claro que a moeda que liga este pacto é o preconceito.
                O ato de pensar que se encontra em uma negociação surpreendente através do preconceito com o egoísmo, não analisa a importância de cada um na sociedade. Todos nós dependemos um dos outros para estarmos vivos, mesmo que seja indiretamente. O entrosamento entre as pessoas é o que deu origem a necessidade de existir uma sociedade que aos poucos vai sendo destruída por um comércio que nada racional ainda explora os recursos pessoais interior: o amor.
                Sem amor, o ser humano vai seguindo nesta relação que atualmente conhecemos por guerras, conflitos, fome, miséria, destruição, degradação, vandalismo, desigualdade, racismo, luxúria, inveja, corrupção e essas relações vão seguindo, sendo transportada pelos navios da despreocupação no imenso mar da sociedade.
                O preocupante de todo este assunto que é tratado com tanta desimportânia é que a “massinha cinzenta” parece estar extinta de nós. O egoísmo é tanto que ele mesmo vai corroendo este órgão, que nos levaria a reflexão, de que o fim de tal pacto é essencial para existir qualidade de vida.
A preocupação é, na verdade, com capital e o ‘social’ sempre sai como o submisso ou dependente do anterior, e seu “bem-estar” fica sujeito a valores tão baixos, que seria milagre ele conseguir suprimir todas essas necessidades tão claras em nosso dia-a-dia e por serem tão claras tornam-se praticamente ocultas de nossos olhos.
Infelizmente é assim e será por muitos anos, se é que um dia terminem...
Vamos todos dar as mãos e pular deste navio? E quando chegarmos neste mar tão violento, ainda de mãos dadas, nadaremos juntos? E juntos vamos protestar contra este pacto? E no fim deste pacto, vamos voltar a refletir? Refletindo perceberemos que ter o preconceito como moeda não é favorável, e converteremos estes valores? Esta conversão mudaria toda a política econômica do país? E o que esta mudança causaria em mim, em você, nos outros?
O pacto está a cada ano aumentando a incidência de seu real objetivo. Os dias estão sendo tão decadentes que parece aos poucos consumirem nossos sonhos, nossos desejos e o possível “mundo melhor”.  Porque fechar os olhos e ignorar?
Em um futuro próximo, este mesmo pacto será o responsável para a nossa destruição: a destruição do nosso espírito social. E este futuro pode ser daqui a dois minutos, no próximo mês ou ainda no outro ano. Abrir os olhos agora já seria o primeiro passo para impedir o dia que esta destruição consumirá os próximos de toda a humanidade.
Esta na hora de olharmos no espelho, sem vedar os olhos, e reconhecer nossos próprios erros antes de condenarmos todo o resto da sociedade.

Por: Wesley Carlos

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Apaixonar-se


Hoje eu acredito não acreditando
Que eu te amo mesmo te odiando
Sei que a raiva também fornece carinho
E que sozinho não fico tão sozinho
O medo às vezes me dá coragem
E o silêncio sempre é o barulho do meu dia
A alegria que me causa tristeza
É hoje a grande vereda dessa vida sem vida
E sorrindo da triste história
Vou seguindo mesmo estando parado
E o caminho sem rota e espaço
A cada dia mais me leva ao embaraço
Começando sem o inicio ao fim ainda não visto
Falando sem palavras com voz inaudível
E toda a perfeição imperfeita
É hoje o que mais me encanta
E sem admiração te olho
E com admiração te beijo
E sem admiração te amo
E com admiração lhe desejo...
 Por: Wesley Carlos

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Inerente Sentimento


Novamente desperta aquele vazio...
O vazio que me enche e me torna mais vazio
O vazio que ao deixar-me vazio
Atulha-me e me deixa incompleto
Um vazio de silêncio audível
E de ausência presente
O vazio tão sentível em ser vago
E por ser vago faz-me oco.
Aquele vazio que me consome
Consumindo toda a minha alegria
Uma alegria que já ficara vazia
A alegria roubada por tua ausência
A ausência que gerou este vazio
O vazio que nascera comigo
E ainda espera ser preenchido
Um dia com sua presença.


Por: Wesley Carlos

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Incertezas



Não consigo mais olhar-te nos olhos
Não sei se devo, se posso
Se ainda desejo...

Não consigo mais lhe dar aquele abraço
Não sei se devo, se posso
Se ainda necessito...

Não consigo mais sentir o que já sentira
Não sei de devo, se posso
Se ele ainda existe...

Não consigo mais pensar em ti
Não sei se devo, se posso
Se ainda há pensamento...

Não consigo mais sentir tua falta
Não sei se devo, se posso
E ainda, se um dia eu senti...

Não consigo não te amar
Não sei se devo, se posso
Se ainda consigo...

Não consigo mais sonhar contigo
Não sei se devo, se posso
Se ainda existe algo a sonhar...

Não tenho certeza das minhas incertezas
Só sei que a incerteza é certa no sentir
Só tenho a incerteza que me leva a certeza
Que ainda necessito de ti...
Por: Wesley Carlos